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Eu sou Bárbara, sou designer gráfico desde que me conheço por gente.

São 10 anos de carreira criativa e a Sete Ventos surgiu num momento em que eu comecei a perceber que o meu trabalho podia conversar mais diretamente com a minha espiritualidade.

Eu já trabalhava há anos com criação, identidade visual, conceito, direção de arte, construção de marca e desenvolvimento de projetos gráficos, mas em algum momento eu entendi que eu também queria direcionar esse repertório para um universo que faz parte da minha vida de verdade.

A Sete Ventos nasce muito disso. Não é uma vontade de criar uma marca “mística” ou de pegar elementos espirituais e transformar em estética, mas de trabalhar com esse universo com responsabilidade. Eu tenho uma relação séria com a minha espiritualidade, e isso influencia a forma como eu penso cada projeto, principalmente quando envolve entidade, religião, simbologia ou alguma tradição específica.

O meu trabalho aqui é criar e produzir oráculos. Alguns são projetos autorais da própria Sete Ventos, outros são personalizados para clientes que já chegam com uma ideia mais definida, e também existem projetos mais completos, desenvolvidos do zero, em que eu participo desde a construção do conceito até a definição das cartas, da linguagem visual e da produção final.

Eu gosto de deixar claro também que nem todo projeto segue o mesmo processo. Alguns baralhos utilizam inteligência artificial como ferramenta de criação visual, sempre com direção, curadoria, composição e desenvolvimento feitos por mim. Outros podem ser produzidos com ilustração exclusiva, dependendo da proposta, do investimento e do tipo de trabalho que a pessoa procura. Para mim, o mais importante é ser transparente sobre isso e entregar um projeto coerente, bem resolvido e bem produzido.

Quando o trabalho envolve espiritualidade, eu também tenho alguns limites muito claros. Eu não gosto de usar símbolo religioso só porque é bonito, não gosto de tratar entidade como personagem e não gosto de misturar referências sem entender de onde elas vêm. Quando eu não conheço alguma coisa, eu pesquiso. Quando o projeto exige contexto do cliente, eu pergunto. E quando alguma coisa não faz sentido para mim dentro da proposta, eu prefiro não fazer do que fazer de qualquer jeito.

Meu propósito com a Sete Ventos é justamente unir aquilo que eu sei fazer como designer com aquilo que faz sentido dentro da minha caminhada espiritual. Criar baralhos que tenham identidade, que sejam visualmente bem construídos, que tenham uma produção bonita e que respeitem o universo que estão representando.

 

No fim, é um trabalho de criação, direção e produção, mas também é um trabalho que eu escolhi fazer com bastante cuidado, porque eu sei que, para muita gente, aquele baralho não vai ser só um produto.

Ele vai fazer parte do atendimento, do estudo, da prática espiritual ou de uma relação pessoal com determinada simbologia. E isso precisa ser levado a sério.